Intervenção no desperdício da merenda em uma escola no interior do estado do Rio Grande do Norte, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.17979/ams.2015.02.020.1661Palavras-chave:
merenda escolar, desperdicio de alimento, educação alimentaria, alimentos competitivosResumo
No Brasil a merenda escolar é fornecida pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, criado em 1955 e tem como objetivo a melhoria da qualidade alimentar dos estudantes, no entanto, estudos apontam que 20% dos alunos não se alimentam da refeição servida nas escolas. Nesse contexto, torna-se necessária a identificação da composição e adequação do cardápio servido nas escolas. O presente trabalho teve como objetivo reduzir o desperdício de alimento e os motivos em uma escola de ensino fundamental e médio, nos dois turnos diurnos, situada no Rio Grande do Norte, Brasil. O monitoramento do desperdício foi feito em dois momentos: era feita a pesagem antes de servir e o resto deixado pelos alunos. Entre os momentos, um questionário semiestruturado foi aplicado aos alunos a fim de identificar as preferências alimentares dos mesmos. Em seguida, foi realizada uma ação de sensibilização baseada nos princípios da EA junto aos alunos visando reduzir o desperdício. Os resultados mostraram que há uma diferença de padrão na aceitação entre os dois turnos com maior desperdício para o vespertino e que houve uma redução de 46,4% de redução entre o primeiro e o segundo monitoramento. Esse resultado pode ter sido alcançado devido às ações de sensibilização.
Downloads
Referências
ALMEIDA, N. L. (2012). Índice de rejeição de Merenda Escolar em Creches. Caruaru: FAVIP.
BELIK W. (2007). Políticas públicas, pobreza rural e segurança alimentar. In Pochmann M, Fagnani E. Série debates contemporâneos, economia social e do trabalho n.1. São Paulo: LTr; p. 180-95.
BRASIL, Ministério da Educação. (2014). Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Cartilha PNAE. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar. Acesso em: 10/01/2015.
BRASIL. Ministério da Educação. (2002). Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Avaliação do impacto distribuição e elaboração de sistemática de monitoramento do PENAE. Disponível em: http://www.fnde.gov.br. Acesso em: 15 de jan. 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. (2014). Programa Nacional de Alimentação Escolar. Brasília: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
CRUZ, L. D. et al. (2013). Análise de aceitação da alimentação escolar dos alunos dos alunos das escolas urbanas de Itabaianaa – SE. Rev. Scientia Plena, v. 9, n. 10, p. 104-203.
FLAVIO, E. F.; BARCELOS, M. F. P.; LIMA, A. L. (2002). Avaliação química e aceitação da merenda escolar de uma escola estadual de Lavras – MG. Rev. Ciência e Agrotecnologia, v. 28, n. 4. p. 840-847.
FLÁVIO, E. F; BARCELOS, M. F. P; LIMA, A. L. (2004). Avaliação química e aceitação da merenda escolar de uma escola estadual de Lavras – MG. Rev. Ciênc. Agrotec., v. 28, n. 4, p. 840-847.
GONÇALVES, H. A. (2005). Manual de Metodologia da Pesquisa Cientifica. São Paulo AVERCAMO, 116 p.
GUEDES, D. P. et al. (2010). Impactos de Fatores Sócio Demográficos e Comportamentais na Resalva de Sobrepeso e obesidade de escolares. Rev. Bras. Cineatropologia Desempenho Humano, v. 12, n. 4, p. 221-231.
LEME, A. C.; PHILIPPI, S. T.; TOASSA, E. C. (2013). O que os adolescentes preferem: os alimentos da escola ou os alimentos competitivos?. Saúde e sociedade, v. 22. n. 2. p. 463.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. (1999). Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise, e interpretação de dados. 4 ed. São Paulo: ATLAS, 260 p.
PINHO, E. F. et al. (2014). Excesso de peso e consumo de alimentos em adolescentes de escolas publicas no norte de Minas Gerais, Brasil. Rev. Ciência e Saúde Coletiva, v. 19, n. 1. p. 67-74.
PRIORE, E. P.; OLIVEIRA, R. M. S.; FARIA, E. R.; FRANCESCHINI, S. C. C. Nutrição e Saúde na Adolescência, RUBIO, 2010. 460 p.
RODRIGUES, P.S.O. (2013). Programa Nacional de Educação Escolar: história e modalidades de gestão. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, v. 29, n. 1, p. 137-155.
ROFFMENN, R. (2012). Determinantes da merenda escolar no Brasil: Análise dos dados da PENAD de 2004 e 2006. Segurança alimentar e Nutricional, v. 19, n. 1, p. 33-45,
VEIGA, G. V. et al. (2013). Inadequação do consumo de nutrientes entre adolescentes brasileiros. Revista De Saúde Publica, v. 47.(1supl.), p. 213-221.
VITOLO, M. R. (2003). Nutrição: da gestação à adolescência. Rio de Janeiro. Reichmann e affonso editores, 321 p.
SILVA, N. C. S. et al. (2010). Avaliação sensorial de alimentos utilizados em colégio do município de Inhumas – GO. IV Seminário de Iniciação Científica, v. 4, p. 16-17.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Os traballos publicados nesta revista están baixo unha licenza Creative Commons Recoñecemento-CompartirIgual 4.0 Internacional.
Permitese e anímase aos autores a difundir os artigos aceptados para a súa publicación nos sitios web persoais ou institucionais, antes e despois da súa publicación, sempre que se indique claramente que o traballo pertence a esta revista e se proporcionen os datos bibliográficos completos xunto co acceso ao documento.
