Movimentos e discursos da sustentabilidade e a Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.17979/ams.2015.02.020.1656Palavras-chave:
discursos, sustentabilidade, espaço educador sustentável, currículo, espaço físicoResumo
Apresenta-se neste artigo o resultado de parte da pesquisa feita numa escola de São José (SC) que objetivou verificar as contribuições da pedagogia Montessori às dimensões da escola como um espaço educador sustentável (EES), destacando aqui concepções que os participantes têm sobre sustentabilidade, bem como, o discurso que permeia este termo, desde sua apresentação teórica até sua efetivação nas práticas diárias. Para alicerçar a busca por respostas revisitaram-se as ideias de Sustentabilidade de Sachs, Sauvé, Sato e ancora-se em Nietsche e Foucault ao pensar como o discurso se efetiva. A pesquisa evidenciou que muitos dos entrevistados têm um conceito para o termo sustentabilidade, alguns entendendo o termo sobre varias dimensões e outros evidenciando apenas uma dimensão das cinco propostas por Sachs, porém, efetivamente ao pensar a sustentabilidade conectada com suas efetivas ações: participação em grupos, coletivos jovens, assembleias de comunidade diminuem de forma significativa, levando a concluir que: ainda é necessário aproximar o que se faz do que se diz e vive como nos alerta Freire: “(2001) não é o discurso o que ajuíza a prática, mas a prática que ajuíza o discurso”.
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