A Revista de Estudos e Investigação em Psicologia e Educação é uma publicação eletrónica de acesso aberto, editada pelo Serviço de Publicações da Universidade da Corunha (Corunha, Espanha), com a colaboração do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Braga, Portugal) e o patrocínio da Associação Científica Internacional de Psicopedagogia. A revista está permanentemente aberta a autores de todo o mundo para enviar manuscritos em espanhol, português ou inglês, nas modalidades de artigo ou revisão e que se enquadram nas áreas temáticas de interesse. Os manuscritos considerados para publicação serão aqueles que, de um ponto de vista psicológico ou educativo, se centram ou repercutem, de modo direto ou indireto, no domínio da educação formal, não formal ou informal. Os documentos recebidos seguem um processo de avaliação de pares duplo-cego, com revisores externos à entidade editora da revista. Para mais informações, ver os tabs "Sobre" e "Área do Autor".

e-ISSN 2386-7418 || DOI: https://doi.org/10.17979/reipe

Política de Bem-Estar Digital e Desconexão Responsável

2026-04-30

Compromisso Editorial
A Revista de Estudos e Investigação em Psicologia e Educação, editada pela Universidade da Coruña, assume um compromisso explícito com o bem-estar digital, a saúde psicossocial e a sustentabilidade do trabalho académico, em conformidade com o quadro normativo em vigor, as boas práticas editoriais internacionais e os valores da universidade pública.
Este compromisso está alinhado com a normativa vigente, as boas práticas editoriais internacionais e os valores do sistema universitário público.
Neste enquadramento, a revista adota critérios organizacionais orientados para promover uma comunicação académica responsável, evitando dinâmicas que fomentem a hiperconectividade, a disponibilidade permanente ou a pressão temporal desnecessária sobre autores/as, revisores/as e a equipa editorial.

1. Enquadramento Normativo
1.1 Direito à Desconexão Digital
O direito à desconexão digital está reconhecido no ordenamento jurídico espanhol, em particular no artigo 88 da Lei Orgânica 3/2018, de Proteção de Dados Pessoais e garantia dos direitos digitais (LOPDGDD).
Este direito assegura o respeito pelos tempos de descanso, a conciliação da vida pessoal, familiar e profissional, e a proteção face aos riscos derivados do uso intensivo de tecnologias digitais.
Embora a atividade editorial científica não implique uma relação laboral direta com autores/as e revisores/as, estrutura práticas de trabalho académico digitalizado, pelo que é pertinente adotar medidas que evitem ambientes incompatíveis com estes princípios.

1.2 Aplicação ao Ecossistema Académico
A atividade editorial universitária desenvolve-se predominantemente em ambientes digitais (plataformas de gestão editorial, correio eletrónico, avaliação assíncrona e colaboração internacional), o que pode favorecer situações de hiperconectividade.
Este contexto reproduz riscos psicossociais amplamente identificados, como a diluição das fronteiras entre o tempo pessoal e profissional ou a pressão de disponibilidade constante.

1.3 Considerações Jurisprudenciais
A jurisprudência recente tem reforçado uma interpretação preventiva do direito à desconexão digital, indicando que o envio sistemático de comunicações fora do horário laboral pode violar este direito, mesmo sem exigir resposta imediata.
Esta abordagem sublinha a responsabilidade das organizações — incluindo as instituições académicas — de evitar práticas que normalizem a disponibilidade permanente.

2. Bem-Estar Digital e Prevenção de Riscos Psicossociais
A desconexão digital constitui uma medida preventiva face a riscos como o tecnoestresse, a sobrecarga mental ou o burnout profissional.
Nesta perspetiva, uma gestão responsável dos tempos e canais de comunicação editorial contribui para:
• melhorar a qualidade do trabalho científico,
• proteger a saúde de quem nele participa,
• e promover práticas académicas sustentáveis a longo prazo.

3. Alinhamento com Boas Práticas Universitárias
Diversas universidades públicas têm incorporado políticas formais de desconexão digital aplicáveis ao seu pessoal docente e investigador.
Entre os princípios mais relevantes, transferíveis para o contexto editorial, destacam-se:
• evitar comunicações desnecessárias fora de horários razoáveis,
• não associar urgência académica à imediatez digital,
• promover culturas organizacionais que respeitem os tempos de descanso.
A adoção destes critérios posiciona a revista em consonância com os padrões emergentes do sistema universitário.

4. Princípios Editoriais
Em coerência com o exposto, a revista estabelece os seguintes princípios:
• Os prazos editoriais serão definidos com critérios razoáveis e proporcionais, evitando dinâmicas de urgência injustificada.
• As comunicações editoriais realizar-se-ão preferencialmente em dias úteis (de segunda a sexta-feira), dentro de horários habituais.
• O envio de comunicações fora destes períodos não implicará, em caso algum, expectativa de resposta imediata.
• Não haverá penalização de autores/as nem revisores/as por não responderem durante fins de semana, feriados ou períodos de férias.
• A revista promove uma cultura académica baseada no rigor, na qualidade e no respeito pelos tempos pessoais.

Declaração Final
A excelência científica é incompatível com dinâmicas de hiperconectividade sustentada.
Promover o bem-estar digital não limita a atividade académica: torna-a mais ética, sustentável e de maior qualidade.
A Revista de Estudos e Investigação em Psicologia e Educação entende que cuidar das pessoas que produzem e avaliam conhecimento científico faz parte essencial da responsabilidade editorial.

Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas Trabalhadoras, a revista reafirma este compromisso.

Vol. 13 N.º 1 (2026)

A Revista de Estudios e Investigación en Psicología y Educación segue o sistema de «publicação contínua», com duas edições anuais: janeiro-junho e julho-dezembro. Os artigos ou resenhas são adicionados à edição aberta assim que são aceites. 

Publicado: 26-02-2026

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